BE IN, Coluna Rodrigo da Matta BE IN, Coluna Rodrigo da Matta

BE IN: "Tales of Fuck" by Frau Fisch.

Frau Fisch is a powerhouse—she writes, composes, produces music, is a visual artist and performer, and does it all with striking originality. A Brazilian based in Berlin, she is releasing her third EP, Conto de Fodas, continuing her electro-poetry that’s worthy of an “intellectual badass,” as she defines herself.

Music | by Psicotrópicos | Portuguese version

PORTUGUESE

BE IN
The column that brings the sound of standout independent Brazilian projects, making waves on both the national and international scenes.


Frau Fisch is a powerhouse—she writes, composes, produces music, is a visual artist and performer, and does it all with striking originality. A Brazilian based in Berlin, she is releasing her third EP, Conto de Fodas, continuing her electro-poetry that’s worthy of an “intellectual bitch,” as she defines herself.

Her sharp, erotically charged lyrics simultaneously provoke sensuality and introspection, infusing the soul with a delightful enthusiasm. By skillfully and sensitively weaving musical references, Frau Fisch is a sound that demands attention—cool while being fiery.

Her music is crafted with analog synthesizers, heavy beats, and melodies that evoke a nostalgic pop vibe. She recites, whispers, and delivers, with intensity, imaginary stories that sometimes are, and sometimes create, reality.

Frau Fisch, what would you like people to know about you and your new EP, Conto de Fodas, especially for those discovering your music for the first time?

Frau Fisch is an emancipated persona. She delves into desires and their nuances, exploring eroticism as an elemental vitality and intimacy as a form of comfort. The music I create is infused with reflections, delirium, and delight—a triad that underpins the language I wish to share and provoke.

In Conto de Fodas, Frau Fisch emerges as a writer-warrior, passionate yet detached. The EP features three tracks: Conto de Fodas, a slower, mysterious, and intimate ballad accompanied by a 16mm film; Eternitilt, which flirts with Brazilian funk and 80s synth-pop; and Delivery, blending house music references with sensuality and humor.

Amid frustrations and achievements, we swing through life and embrace this dance which is existence. In our quest for understanding and pleasure, we create languages. Conto de Fodas embodies this spirit. I simply believe that good music makes life more enjoyable, that ideas sparking reflection are inherently constructive, and that dancing—even if it's a slow dance with your own heart—is vital.

You collaborated with director Gustavo de Mattos Jahn on your trilogy of 16mm films. What draws you to this format, and how does the analog grain enrich your storytelling?

I believe high resolution leaves little room for the engagement of fantasy. So much is being defined by the hyper-capabilities of technology, and very little is left for what unfolds behind the eyes, where imagination likely resides. For me, this isolates the viewer, and I want the opposite: I want the pleasure of closeness, even if imagined, the vastness of intimacy that envelops and attracts. I like to think that we are suggesting connections between beautiful possibilities, much like the grains of film that come together to create a landscape of meaning and feeling—all without losing sight of mystery.

Your lyrics effortlessly navigate between Portuguese and English. How does moving between these two languages influence the tone and flow of your music?

I believe each language carries a unique cultural density, offering distinct angles to approach and reflect on the whole. Living a constantly multilingual life, I see the differences between languages as complementary. However, they demand different tones, suggest their own contingencies, and provide both peculiar limitations and opportunities. Overall, I try to do everything I can with as much as I have—and this applies to the languages I use to write my lyrics.

My passion for freedom doesn’t lead me to impose limits on how or what stories I want to tell. For me, art remains free, with one exception: respect must always be unconditional.


RADAR BOSSA FM

Want to stay updated on the latest Brazilian music releases?

Follow the Radar Bossa FM playlist on Spotify.


CONCERTS AND EVENTS


Read More
BE IN, Coluna Rodrigo da Matta BE IN, Coluna Rodrigo da Matta

BE IN: Conto de Fodas por Frau Fisch

Frau Fisch é potência — escreve, compõe, produz música, é artista plástica e performer e faz tudo isso com uma originalidade forte. Brasileira radicada em Berlim, ela lança seu terceiro EP, Conto de Fodas, dando sequência à electro-poesia digna de uma “piranha intelectual”, como ela mesma define.

Música | por Psicotrópicos | English version

ENGLISH

BE IN
A coluna que traz o som dos projetos independentes brasileiros que se destacam no cenário nacional e internacional.


Frau Fisch é potência — escreve, compõe, produz música, é artista plástica e performer e faz tudo isso com uma originalidade forte. Brasileira radicada em Berlim, ela lança seu terceiro EP, Conto de Fodas, dando sequência à electro-poesia digna de uma “piranha intelectual”, como ela mesma define.

Suas letras sagazes em tom erótico instigam simultaneamente sensualidade e reflexão, conferindo à alma um entusiasmo gostoso. Ao concatenar referências musicais de forma sensível e inteligente, Frau Fisch é o som que não se deve ignorar — cool enquanto quente.

Suas músicas são construídas com sintetizadores analógicos, batidas densas e melodias que remetem a um pop nostálgico. Ela recita, sussurra e conta, com intensidade, histórias imaginárias que ora são, ora produzem — realidade.

Frau Fisch, o que você gostaria que as pessoas soubessem sobre você e seu novo EP, Conto de Fodas, especialmente para quem está descobrindo sua música agora?

Frau Fisch é uma persona emancipada. Ela explora os desejos e suas nuances, o erotismo como vitalidade elementar e a intimidade como acalento. A música que faço é impregnada de reflexões, delírios e delícias — uma tríade que sustenta a linguagem que desejo compartilhar e instigar.

Em Conto de Fodas, Frau Fisch é uma uma amazona escritora, desejosa e ao mesmo tempo desapegada. O EP traz três faixas: Conto de Fodas, uma balada mais lenta, misteriosa e intimista acompanhada por um filme rodado em 16mm; Eternitilt, que flerta com o funk nacional e com o synth-pop dos anos 80; e Delivery, que combina referências de house music com sensualidade e humor.

Entre frustrações e realizações, dançamos a vida e seguimos o baile que é existir. Na busca por entendimentos e deleites, criamos linguagens. Conto de Fodas é um EP imbuído disso. Eu simplesmente acredito que música gostosa torna a vida mais gostosa, que ideias que estimulem a reflexão são, por si só, construtivas e que dançar é importante, mesmo esta que seja uma dança lenta com o próprio coração.

Você colaborou com o diretor Gustavo de Mattos Jahn para sua trilogia de filmes em 16mm. O que te atrai nesse formato, e como o grão analógico enriquece sua narrativa?

Acredito que a alta resolução deixa pouco espaço para o engajamento da fantasia. Muito está sendo definido pelas hiper-habilidades da tecnologia, e muito pouco é deixado para ser elaborado por trás dos olhos, onde possivelmente reside o imaginário. Para mim, isso isola o espectador, e eu quero o oposto: quero o prazer da proximidade mesmo que inventada, a imensidão da intimidade que envolve e atrai. Eu gosto de imaginar que estamos sugerindo conexões entre possibilidades bonitas, como nos grãos dos filmes em película, que se unem para formar uma paisagem de sentido e sentimento, sem perder de vista – o mistério. 

Suas letras transitam sem esforço entre o português e o inglês. Como navegar por esses dois idiomas influencia o tom e o fluxo da sua música?

Eu acredito que cada idioma carrega uma densidade cultural única, oferecendo ângulos distintos para abordar e refletir sobre o todo. Conforme eu levo uma vida constantemente multilíngue, percebo essas diferenças entre os idiomas como complementares. No entanto, elas exigem tons diferentes, sugerem contingências próprias e oferecem tanto limitações quanto possibilidades peculiares. De forma geral, tento fazer tudo que posso com o máximo que tenho — o que também se aplica às línguas que utilizo para escrever minhas letras.

Meu fetiche pela liberdade não me leva a querer impor limites sobre como ou quais histórias pretendo contar. A arte, para mim, permanece livre com a exceção de seguir uma única regra: o respeito deve ser incondicional.


RADAR BOSSA FM

Quer ficar por dentro dos últimos lançamentos da música brasileira?

Siga a playlist Radar Bossa FM no Spotify.


SHOWS E EVENTOS


Read More